sábado, 6 de dezembro de 2008

A vitória dos DVDs azuis



Com a desistência da Toshiba, formato blu-ray da Sony ganha a batalha pela alta definição

Toshiba e Sony reuniram forças e entraram no campo de batalha para definir quem dominaria a nova geração de DVD playersde alta definição. Mas a guerra durou pouco. No último dia 19, a Toshiba anunciou o cancelamento da produção e comercialização de tocadores e gravadores de DVD com tecnologia HD-DVD, deixando o mercado livre e “azul” para a Sony.

Vencida a batalha, o executivo não acredita que o download de filmes na internet seja uma ameaça ao blu-ray. “São mídias complementares. É necessária uma banda de transferência muito alta para baixar filmes em alta definição”, diz. Mas com os players blu-ray atuais custando em torno de R$ 3 mil, talvez as chances da internet não sejam tão pequenas assim.

Blu-ray, também conhecido como BD (de Blu-ray Disc) é um formato de disco óptico da nova geração de 12 cm de diâmetro (igual ao CD e ao DVD) para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade.
É o sucessor do DVD e capaz de armazenar filmes até 1080p Full HD de até 4 horas sem perdas. Requer obviamente uma TV de alta definição (Plasma ou LCD) para exibir todo seu potencial e justificar a troca do DVD.

A operadora que nasceu no youtube

Meses atrás, Maria Alice e Guilherme eram anônimos. Hoje, compõem um time de celebridades brasileiras do YouTube - site que reúne vídeos de toda parte do mundo, já vistos por milhões de pessoas. A popularidade deles, principalmente entre os jovens, assíduos usuários da web, despertou o interesse da agência de publicidade Big Man, que produziu um vídeo hilário para o lançamento oficial da nova operadora de celular de São Paulo, a Aeiou (pronucia-se "aiou"), em setembro.
A idéia foi simples e barata: a agência contratou as figuras mais bizarras do YouTube e as colocou cantando "Chegou a Aeiou", ao estilo do clipe "We are the World", uma música que ficou famosa nos anos 80 quando grandes artistas se juntaram para combater a fome na África.
O custo da campanha da Aeiou é mantido a sete chaves, mas evidentemente está bem distante dos investimentos publicitários das concorrentes. Especialistas estimam que o valor não ultrapassa a cifra dos US$ 200 mil, enquanto a gigante Oi fala em gastar cerca de R$ 90 milhões apenas para entrar no mercado de São Paulo. O clipe da Aeiou é praticamente caseiro e foi colocado apenas no YouTube. Essa é a primeira vez que uma empresa nasce dentro de uma mídia democrática e gratuita. "Como o público-alvo da empresa é o jovem, o YouTube é o canal de distribuição ideal", justifica o diretor de criação Marcelo Camargo. Ele deve estar certo. Em apenas cinco dias, já foram distribuídos dez mil chips por meio do site da empresa e mais 60 mil cadastros, número que estava previsto para um mês. A surpreendente procura deve render à Aeiou uma base de meio milhão de clientes nos próximos 12 meses, cerca de 50% da capacidade da rede.